A força visual do desenho coloca em jogo simplicidade e ambiguidade. A forma, claramente um coelho, foi construída a partir de uma sacola plástica, algo descartável e oferece um contraste entre delicadeza simbólica e materialidade crua.
O tratamento da luz e da sombra valoriza as dobras, texturas e volumes, aproximando o desenho de um estudo quase escultórico. O fundo limpo concentra o olhar na forma, intensificando sua presença e isolando-a do contexto.
O desenho opera tanto no plano visual quanto no simbólico, convidando o observador a ultrapassar a leitura imediata e reconhecer, para além da sacola amarrada.
250x150cm
"De Dürer a Eduardo Kac, a imagem do coelho tem sido recorrentemente explorada na história da arte. Candida, a lebre apresenta uma espécie popular e contemporânea de lebre: aquelas de “pelo” plástico, os lepus sacculum."