Abismada

2025
Cabo de aço, rolamento, estrutura de ferro, faiança, cimento, granito, armadilha para raposas.

A estrutura de ferro sustenta o equilíbrio de dois fósseis esféricos recuperados de um desabamento. As forças se alinham entre a polia, o peso e o contrapeso em uma resultante onde nada é neutro. Cada componente sustenta e ameaça. Um cabo de aço, esticado ao limite, esboça a luta contra a gravidade — o risco contido na resistência de um instante antes da dissolução. As massas concretadas, suspensas, parecem conter em si a decisão: cair ou resistir. Aqui, o equilíbrio pende por um fio, no limiar entre a permanência, a ruína e a ameaça de um colapso. Abissal, encara o chão como quem encara um destino inevitável. A tensão está no olhar, no cálculo do ponto exato de impacto — onde a armadilha espreita. O colapso encenado, e a presença do risco tornada visível.

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"A verticalidade descendente se aproxima sempre das camadas mais baixas da atmosfera, depois do horizonte, do chão, para dizer tudo, onde se encontra, digam o que disserem, a maior parte dos seres humanos: cada um é livre para decidir se a arte ponderaria, a arte da queda, é uma aristocracia, porque olha de cima, ou um humanismo, o do populacho, porque termina ao pé do muro."

Abismada no IBLHA | Instituto Brasileiro de Legados Heranças e Patrimônios Culturais |

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