Sanduíche de vidro recheado de térmitas, moldura de ferro, cabo de aço, presilhas, grampos, esticadores, alças sustentáveis. Mandíbulas vestigiais que negociam, guardadas, embrulhadas no breu, o consumo de uma fotografia, embalada há 11 anos, de uma casa de 1768. Uma outra casa, quase um solar. Uma pinha para muro, herança lusa para muretas e jardins, estabiliza a cena atrelada por cabos de aço e moldura de ferro. Gema concreta, dura, clara de pouco caulim, faiança craquelada por agentes temporais. Na abertura da embalagem do que era a foto de uma casa o encontro com escombros fósseis, rebarbas, restos, expurgos e aparas.