A estante de ferro portátil de superfície inclinada, é torre de decaimento e lançamento da partitura para violão: a valsa-lenta “Ausência” composta, em 1950, pela professora Maria Thereza Luizi. A música vazada numa placa de acrílico, compartilha a presença com o conjunto de 04 duplas de desenhos contraplacados em vidro.
Os desenhos são guardados de sonhos construtivos e suas atualizações. Traçados arquitetônicos realizados em 1969, se auto sustentam enquanto cavaletes. São objetos escultóricos sobre o piso da sala retangular. Pares que abrigam reflexos, ruínas e riscos e desdobram-se em duas frentes: uma como força combustível que testemunha o desejo colonial; outra como espécies de meteoros caídos da torre que desabou.