Volumes acumulados em recipientes dispostos um em frente ao outro. Pulmões que inspiraram, repletos de ar. Desejos de respiração concentrados para o que ainda está inexpresso. Acumulam-se vias de efetuação, expirações possíveis. Num momento preciso condensa-se, excita-se o infinito, o encontro, o desencontro, a distância, a proximidade, o romântico, o acaso, Apolo e Dionísio. Tudo transpira num ambiente já um pouco embaçado pela bruma que consegue escapar pelas arestas e frestas das máquinas. Em seguida portas dos canhões começam a se abrir preparando-os para estampido da expiração. A sala é tomada. Carregados em meio as brumas, elos de fumaça, cada um originário de um dos lados da sala. Certamente poderão se esbarrar, se tangenciar, se distanciar. Acompanha-os a certeza rumo à desintegração. Pregarão peça à percepção consciente que, de um segundo para o outro, se transformará numa inconsciência ilusória, uma fantasmagoria.
Fumus boni