Artista, designer, doutora em Linguagens Visuais pela UFRJ desde 2018, onde também se graduou como mestre. Realiza projetos artísticos instalativos transdisciplinares com mecanismos, objetos, fotografias, desenhos e vídeos. Lida com questões vinculadas a ambiência de espaços expositivos e outros que seu corpo atravessa. Ao realizar ocupações artísticas em lugares não convencionais, explora situações nas quais se incorpora. Enquanto se movimenta, aciona atmosferas, gera intimidade com outros mundos e modos de existências expandindo as formas de relações com o ambiente. É ainda um corpo-resistência, que recusa qualificações de gênero e que se movimenta de forma peculiar, ao longo de seu processo de trabalho. Cria inúmeras conexões multissensoriais numa forma queer de operar. Inventa atmosferas, as envolve em espirais por todos os lados, num tempo que permite encontros passado-futuro, na forte presentificação conseguida através de híbridos-objetos-seres que cria e com os quais dança e nos faz dançar. A artista atuou, em 2024, na residência artística Híbridos em Portugal com apoio da Direção Geral das Artes da República Portuguesa. Fato que lhe permitiu reafirmar uma poética que opera um mundo real inesgotável e que tira proveito de espaços lacunares entre aquilo que vemos, o que percebemos e o que imaginamos. Assim também foi a experiência vivida na exposição “Pássaros Lacunares” na cidade na Faculdade de Letras do Porto. Em 2024 apresentou a mostra “Interpele”, premiada pelo Projeto Sesc Pulsar em Três Rios, Rio de Janeiro. Em “elataquidentro” no Solar Grandjean de Montigny, na PUC-Rio, em 2025, com curadoria de Bia Petrus, a artista apresenta um conjunto de obras que transitam entre escultura, instalação, vídeo, performance e desenho, revelando a potência da linguagem plural.